Friday, February 14, 2014

Não gosto de deixar escorrer aquela conversa condescendente com falinhas mansas, logo na hora de acabar namoros.

Tinha medo das reacções:
mas porque é que tás assim?
queres falar comigo assim do nada?
não pareces o mesmo...

Elas já sabiam antes de eu dizer alguma coisa, passava por falso - nada que me desmerecesse - desconfiavam de um terceiro vértice num triângulo imaginário, sangue, e todos estes detalhes afiguram-se mais tarde na moldura do: não és tu, sou eu; um famigerado cliché, mas que é a inteira verdade neste tipo de situações.
O ideal é arranjar uma desculpa qualquer, fazer uma lista com os defeitos da(o) visada(o), acender o rastilho da discussão final com uma trivialidade qualquer, vulgo - deixaste a puta da toalha outra vez em cima da cama! - sair em grande, e se fores sincero(a) ainda a(o) podes voltar a comer uns meses mais tarde aquando o leito das inevitáveis saudades.

Feliz dia dos namorados.

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